CBEE

A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo.

Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem.

No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma a:

  • valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho;
  • selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar;
  • construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente;
  • comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar;
  • adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções;
  • relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutindo as divergências;
  • exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades.

É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça.

A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e sócio-histórico, criando condições para que ele possa aprender a aprender.

Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias.

O Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU, busca garantir o direito à educação para toda a população capixaba, comprometendo-se com o direito de aprender de todos e de cada um. Dessa forma, a SEDU empenha-se em garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo, mas, sobretudo, para viabilizar o acesso e a permanência dos estudantes, garantindo a qualidade do ensino e da aprendizagem, conforme os termos constitucionais, garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais.

Seguindo esses princípios, buscou-se a construção de um currículo estadual para a educação básica, de forma a garantir que os estudantes capixabas tenham acesso à escolarização nos níveis Fundamental e Médio, reconhecendo ainda as diversidades que caracterizam as diferentes modalidades da educação, que devem ser contempladas com diretrizes curriculares próprias. Esse currículo deveria garantir a todos, a oportunidade de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem.

No entanto, a necessidade de produção de um documento curricular estadual não significava um isolamento das políticas nacionais, uma vez que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do MEC. Mas, era necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atendesse às especificidades regionais, tendo como base um projeto de nação.

Como fruto desse esforço, surgiu o Currículo Básico Escola Estadual – CBEE, um documento norteador da educação pública estadual, que respeita tanto as características regionais e locais, quanto a autonomia docente e, antes de tudo, busca garantir a igualdade de acesso ao conhecimento para todos os estudantes.

Mas, como sabemos, o currículo escolar é fluido, pois o conhecimento humano evolui e, à medida que a sociedade avança, novas necessidades surgem. Com base nisso, muitas mudanças estão ocorrendo a nível nacional e estadual e a AE011 buscará garantir o acesso a essas informações através deste site.

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